Crianças desparecidas em Bacabal: Kauã recebe alta e volta para comunidade
O garoto passou um período hospitalizado sendo acompanhado por uma equipe multiprofissional, com psicólogos, no município de Bacabal
O garoto Anderson Kauã, de 8 anos, recebeu alta hospitalar, nessa terça-feira (20), e deve ser reinserido da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, em Bacabal.
Ele foi uma das crianças que desapareceu no dia 4 de janeiro, quando saiu para brincar com os primos Ágatha Isabelle, de 5 anos, e Allan Michael, de 4 anos. Ambos continuam desaparecidos. Kauã foi encontrado por carroceiros, na tarde do dia 7 de janeiro.
O garoto passou um período hospitalizado sendo acompanhado por uma equipe multiprofissional, com psicólogos. O garoto deu algumas informações, que ajudaram nas buscas pelos primos Ágatha e Allan.
Nesta quarta-feira (21), será iniciado o 18º dia de buscas. As equipes seguem concentradas nas varreduras aquáticas e subaquáticas e no avanço das investigações da Polícia Civil do Maranhão.
Cobertura sonar de 19 km do Rio Mearim

Desde do último domingo (18), as operações contam com o apoio da Marinha do Brasil, por meio da Capitania dos Portos do Maranhão, com emprego do side scan sonar (sonar de varredura lateral), do Centro de Hidrografia do Norte, sediado em Belém-PA. O equipamento utiliza ondas sonoras para gerar imagens detalhadas do fundo de rios e lagoas, mesmo em águas turvas, sendo fundamental para a localização de objetos submersos.
Ao todo, a operação com o side scan sonar prevê a cobertura de 19 km do Rio Mearim, com prioridade para os três quilômetros iniciais a partir do principal ponto de interesse, no povoado São Raimundo, região da “casa caída”, onde há indícios da presença dos menores. As buscas contam com apoio de embarcação e moto aquática, além da atuação de mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar. Cães farejadores seguem em campo, auxiliando nas buscas subaquáticas e nos trabalhos de investigação da Polícia Civil.
Investigações
No que compete à investigação, uma comissão de investigação da Polícia Civil, composta por delegados e investigadores da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa (SHPP), da Superintendência de Polícia Civil do Interior (SPCI) e da Delegacia Regional de Bacabal, conduz uma rigorosa investigação do caso e segue ouvindo familiares, moradores e outras pessoas que possam contribuir com informações que levem ao paradeiro das crianças.
As investigações contam ainda com equipe da Perícia Oficial, incluindo profissionais do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA), responsável pelo trabalho de escuta especializada da criança que foi localizada. A Perícia Oficial realiza todas as diligências periciais necessárias, além da análise técnica de vestígios e objetos encontrados durante as buscas.
Fonte: oimparcial.com.br