Exumação de indígena é realizada em aldeia de Fernando Falcão; polícia investiga suposto estupro coletivo e feminicídio

Polícia Civil realiza a exumação de indígena na Aldeia Porquinhos, em Fernando Falcão. Dois indígenas estão presos suspeitos do crime ocorrido em julho.

A Polícia Civil do Maranhão realiza, na manhã desta terça-feira (8), a exumação do corpo de uma indígena na Aldeia Porquinhos, no município de Fernando Falcão (MA). O procedimento faz parte das investigações que apuram as circunstâncias da morte da vítima e a possível ocorrência dos crimes de estupro coletivo e feminicídio.

A exumação de indígena em território do povo Canela busca, segundo a Polícia Civil, reunir novos elementos técnicos para auxiliar no esclarecimento do caso, ocorrido em 4 de julho de 2026, dentro do território indígena do povo Canela.

A ação é conduzida por equipes da 15ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Barra do Corda, com apoio da Perícia Oficial, por meio do Instituto Médico Legal (IML) de Imperatriz, e acompanhamento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) de Barra do Corda.

A Aldeia Porquinhos está situada a aproximadamente 92 quilômetros de Barra do Corda, em região cujo deslocamento terrestre demanda cerca de duas horas e meia, circunstância que exige atuação integrada das equipes envolvidas.

Dois suspeitos de estupro e morte de jovem indígena estão presos

Até o momento, dois indígenas estão presos temporariamente por determinação judicial no âmbito do inquérito. A Polícia Civil informou que a possível participação de outros envolvidos e a dinâmica completa dos fatos continuam sendo investigadas.

Polícia investiga como ocorreram as agressões que levaram à morte de jovem indígena

Segundo as investigações, a jovem, que estaria em situação de vulnerabilidade, teria sido levada pelos criminosos para o interior de uma residência da comunidade no dia 2 de julho de 2026. No local, ela teria sido submetida a uma sequência de agressões físicas e sexuais antes de morrer.

A apuração policial aponta que, durante as agressões, teriam sido utilizados garrafas de vidro, um fragmento de madeira e outros instrumentos contundentes e perfurocortantes. As circunstâncias e a participação individual de cada investigado ainda são apuradas pela Polícia Civil.

Caso foi comunicado às autoridades 12 dias depois

A morte, segundo a investigação, somente foi comunicada às autoridades 12 dias após o ocorrido. O caso é apurado como homicídio qualificado e estupro coletivo.

Ainda conforme as informações levantadas pela polícia, o corpo da jovem foi sepultado seguindo os costumes da comunidade, antes da realização de exames periciais oficiais.

O caso é apurado pela Delegacia de Polícia Civil de Fernando Falcão, vinculada à 15ª Delegacia Regional de Barra do Corda. As investigações seguem em andamento para esclarecer todas as circunstâncias da morte.

 

Imirante, com informações da PC-MA