Varredura pelo rio Mearim já percorreu 19 km
A Marinha informou que, desde o domingo (18), foram realizadas buscas ao longo de 19 quilômetros do rio, sendo que cinco quilômetros foram vasculhados de forma minuciosa.
“De forma criteriosa, vasculhamos cinco quilômetros do rio. Os pontos de interesse foram repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros para verificar se havia algum vestígio. Dentro dessa extensão, com o equipamento empregado, esgotamos as possibilidades de que as crianças estejam no local”, afirmou o capitão dos Portos, Ademar Augusto Simões Júnior.
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Buscas por crianças desaparecidas no Maranhão completam 15 dias com reforço da Marinha — Foto: Corpo de Bombeiros do Maranhão
Durante as buscas fluviais, foram identificados 11 pontos de interesse, que foram repassados aos mergulhadores do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). As equipes realizaram buscas subaquáticas, mas nenhum vestígio relacionado ao desaparecimento das crianças foi encontrado.
O oficial destacou ainda que, apesar da ausência de indícios, a Marinha do Brasil segue à disposição para continuar colaborando com as buscas.
Exército diz que equipes já percorreram mais de 200 km
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Buscas por irmãos desaparecidos em Bacabal chegam ao 9º dia. — Foto: Reprodução/CBMMA
O tenente-coronel João Carlos Duque, do Exército Brasileiro, informou durante a coletiva que as equipes de busca já percorreram cerca de 200 quilômetros em operações realizadas a pé e por meio de embarcações nos arredores da comunidade.
Segundo o militar, em ambientes inóspitos, sem acesso à água e alimentação, um ser humano consegue sobreviver, em média, entre oito e 12 dias. No entanto, como não há vestígios sobre o paradeiro das crianças, as equipes de segurança trabalham com a possibilidade de que elas estejam fora das áreas já vasculhadas.
“As equipes, incluindo os voluntários, percorreram toda a área definida para as buscas. Isso nos dá a garantia de que o local foi amplamente varrido e de que as crianças não foram encontradas ali".
"Essa constatação nos dá esperança de encontrá-las com vida, porque, dentro de uma perspectiva técnica, um ser humano consegue sobreviver em ambiente inóspito sem água e alimentação por oito a 12 dias. A ausência de vestígios amplia a possibilidade de que elas estejam em outro lugar”, afirmou.
Autorizado pela Justiça, menino de 8 anos ajuda nas buscas
O menino de 8 anos, primo das crianças desaparecidas, participou na terça-feira (20) das buscas pelas crianças com autorização da Justiça do Maranhão.
Acompanhado por policiais e por uma equipe da rede de proteção à infância, o menino indicou os últimos caminhos que percorreu com os primos até o momento em que foi encontrado. Ele reafirmou as informações já prestadas a peritos da Polícia Civil e à equipe de psicólogos que o acompanha.
Uma rede de proteção foi criada para manter o menino afastado de qualquer tipo de assédio ou exposição. Ele seguirá recebendo acompanhamento psicológico contínuo.
O menino recebeu alta hospitalar na terça-feira (20), após permanecer internado por 14 dias. Ele foi encontrado no dia 7 de janeiro por carroceiros que passavam por uma estrada vicinal em um povoado de Bacabal, depois de ter ficado desaparecido por três dias.
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Os cães farejadores identificaram que Ágatha Isabelly, Allan Michael e o primo deles, Anderson Kauã, de 8 anos - resgatado no dia 7 de janeiro, estiveram na casa, chamada pelos policiais como "casa caída", localizada no povoado São Raimundo, na zona rural de Bacabal (MA). — Foto: Divulgação/ SSP
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INFOGRÁFICO - Crianças desaparecidas em Bacabal, no Maranhão — Foto: Arte/g1